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Falência da FTX pode deixar no prejuízo 1 milhão de pessoas e empresas

Falência da FTX pode deixar no prejuízo 1 milhão de pessoas e empresas

A derrocada da FTX, segunda maior corretora de criptoativos do mundo, deve deixar muitos clientes pelo caminho. Além da corretora, outra centena de subsidiárias entrou com pedido de falência, e o número inicial de credores já passa de 100 mil, mas pode chegar a 1 milhão de clientes lesados, de acordo com documentos apresentados pela própria FTX.

O problema é tão extenso, que autoridades de diferentes países estão conduzindo investigações em paralelo. Nos Estados Unidos, órgãos da Justiça, de fiscalização de mercado e de comércio já estão envolvidos no processo para entender o que causou os problemas de liquidez do grupo e quem são os responsáveis.

Nas Bahamas e no Caribe, onde a FTX mantinha suas principais operações, autoridades locais já indicaram um novo grupo de liquidatários para conduzir a empresa, enquanto as investigações não são concluídas. O jovem bilionário Sam Bankman-Fried, dono do grupo do qual a FTX faz parte, foi afastado do cargo de CEO no final da semana passada.

Entenda a crise na FTX

O problema começou com um token (um ativo digital) emitido pela FTX, chamado FTT. Celebridades como a brasileira Gisele Bündchen estão entre os investidores que embarcaram na ideia e aplicaram parte de suas fortunas no FTT – a modelo, aliás, foi garota-propaganda da corretora.

Há duas semanas, o portal especializado CoinDesk revelou que o balanço patrimonial do grupo Alameda (do qual a FTX faz parte) tinha 75% de ativos não líquidos. Ou seja, que não podem ser vendidos tão rapidamente.

Os outros 25% eram compostos por FTT emitidos pelo próprio grupo. Sendo assim, ficou evidente que, na necessidade de empenho de liquidez, o grupo teria que vender uma boa quantidade de tokens no mercado, o que derrubaria a cotação do ativo. Começou, então, uma corrida pelo resgate de FTT, que foi acelerada quando a FTX congelou os saques e mostrou que a crise de liquidez havia, realmente, se confirmado.

Enquanto isso, a Binance, maior corretora global de ativos digitais, anunciou que havia feito uma oferta para comprar a concorrente, fato que deu um ligeiro respiro para o mercado de cripto na semana passada. O negócio, contudo, não vingou, uma vez que, segundo a Binance, os problemas de liquidez da FTX eram maiores do que as soluções que ela poderia apresentar.

Sem a oferta da principal concorrente, a corretora iniciou o processo de falência e será investigada por autoridades de diferentes países.

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