O número de casos de chikungunya em Goiás bateu recordes em 2021: foram 802 registros notificados neste ano, contra 270 em 2020. O índice, que sofreu variação de 197%, chamou atenção das autoridades públicas de saúde.
Segundo os indicadores do governo estadual, o número registrado em 2021 é o maior desde 2015, ano em que o dado começou a ser disponibilizado. Apesar da alta alarmante nos casos notificados, não houve registro de mortes pela doença.
Na última quarta-feira (7/12), a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás emitiu um alerta sanitário devido ao período de chuvas e inundações na região. O texto chama atenção para o risco de aumento de casos doenças infecciosas, parasitárias e de enfermidades transmitidas por vetores, como é o caso da chikungunya, transmitida pelo mosquito aedes aegypti.

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Em maio deste ano, o governo estadual havia emitido um alerta epidemiológico sobre um possível surto da doença em todo o estado. O documento detalha as medidas que devem ser tomadas para diagnosticar e notificar casos de chikungunya.
De acordo com o texto, para controlar a transmissão da doença, é necessário seguir ações de controle vetorial. A recomendação foi enviada às secretarias municipais de saúde. Entre as orientações, está a fiscalização sanitária de locais como borracharias, lava-jatos, ferros-velhos, cemitérios, depósitos e empresas de recicláveis.
Além disso, o estado orientou que órgãos de saúde pública intensifiquem ações de controle químico com nebulização de inseticidas e “fumacês”, e potencializem ações de limpeza urbana regular, por meio da coleta de lixo.
Para a população, a recomendação é de fazer a retirada adequada do lixo doméstico; limpar quintais, calhas e piscinas; manter cobertos reservatórios de água (caixas d’água, cisternas, fossas); e impedir acúmulo de água em recipientes.
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