O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou que as subvariantes BA.4 e BA.5 do coronavírus “continuam a impulsionar a disseminação da Covid-19″ ao redor do globo, em entrevista coletiva nesta terça-feira (12/7).
“As novas ondas mostram que a Covid-19 está longe de acabar. Estamos em uma posição melhor do que no início da pandemia. Temos ferramentas eficazes e seguras que previnem hospitalizações e mortes, mas não podemos baixar a guarda”, defendeu.

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No início de fevereiro deste ano, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou pela primeira vez a presença da subvariante BA.2 da Ômicron no Brasil
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Estudos realizados em outros países indicam que o subtipo BA.2 é até 33% mais transmissível do que a versão original da variante Ômicron (BA.1) e tem maior capacidade de infectar pessoas já vacinadas
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Apesar de só ter sido identificado agora no país, o subtipo já é dominante na Dinamarca e vem crescendo em outros países, como o Reino Unido
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A doença repete uma característica que a Ômicron já apresentava: tendência a ter um quadro muito mais nas vias aéreas superiores do que nas vias aéreas inferiores, o que torna a infecção mais branda
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a subvariante é mais difícil de ser identificada em testes de sequenciamento genômico. Segundo a OMS, que realiza o monitoramento constante da evolução do SARS-CoV-2, até o momento não foi possível estabelecer como e onde as subvariantes da Ômicron se originaram e evoluíram
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Pesquisa aponta que a BA.2 infecta mais as pessoas imunizadas com o esquema primário de vacinação e pacientes que tomaram a dose de reforço, em comparação com a BA.1
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Dessa forma, ela apresenta maior capacidade de fugir da proteção gerada pelas vacinas. Apesar da alta transmissibilidade, a nova subvariante não se mostrou mais perigosa ou responsável por casos graves de Covid-19
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De acordo com o governo da Dinamarca, o subtipo BA.2 da variante Ômicron é 1,5 vezes mais transmissível que a forma original da cepa
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Segundo o diretor-geral, foi observado um “aumento substancial da subvariante BA.5 da ômicron nas últimas semanas”, pressionando sistemas de saúde ao redor do globo.
Ele ressaltou que, apesar dos avanços científicos, “o vírus continua a circular livremente, tornando cada vez mais difícil avaliar o impacto das novas linhagens de transmissão”.
“As vacinas não estão sendo distribuídas de forma eficaz, estamos enfrentando um número cada vez maior de pessoas com condições pós-Covid, a chamada Covid longa, e há uma grande desconexão no conhecimento sobre os riscos da Covid entre a comunidade científica, os políticos e a população em geral”, frisou Ghebreyesus.
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Segundo as autoridades sanitárias, as sublinhagens têm vantagem pois são capazes de evitar a imunidade adquirida por infecções anteriores e, em alguns casos, pela vacinação.
O órgão também pede aos países que se mantenham vigilantes à emergência das subvariantes. E apostem na testagem, vigilância genômica e na vacinação da população, principalmente a mais idosa.
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