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Empresa de Toffoli usou “CNPJ de prateleira” e trâmite que acelera abertura

A família Toffoli usou um “CNPJ de prateleira” para acelerar a abertura da Maridt Participações S.A — empresa da qual o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli é sócio e que vendeu sua participação no resort Tayaya ao Fundo Arllen, ligado a Daniel Vorcaro.

Esse tipo de trâmite é legal e utilizado, basicamente, para evitar burocracias e acelerar a abertura da empresas. A informação foi revelada pelo Estadão e confirmada à CNN Brasil por André Luis Fonseca Sérgio, empresário que repassou o CNPJ à família Toffoli.

André Sérgio disse à CNN Brasil nunca ter tido contato direto com a família do magistrado. “Fomos contatados por um advogado solicitando serviço de paralegal societário, que é o nosso nicho de trabalho. Realizamos todos os registros de atualizações societárias, concluímos o trabalho. E, posterior a isso, não tivemos mais contato”, disse o advogado à CNN Brasil.

Segundo a Junta Comercial de São Paulo, o CNPJ foi criado no dia 24 de agosto de 2020 por André Sérgio e Tiago Damasceno Bernardino, com o nome de Plataforma 27S Participações S.A.. E cerca de 40 dias depois já foi repassado a um dos irmãos do ministro, José Eugênio Dias Toffoli, passando a se chamar Maridt.

A transferência da empresa foi oficializada em janeiro de 2021. E em setembro daquele ano a participação da Maridt no resort Tayayá foi vendida para o fundo ligado a Daniel Vorcaro.

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