O planejamento de obras e ações de mobilidade urbana para o GDF executar nos próximos 10 anos vai se chamar Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Sustentável do Distrito Federal (PDTM). O documento surgiu da unificação de dois trabalhos realizados em conjunto, a atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) e a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS). Previsto para ser encaminhado para deliberação da Câmara Legislativa no segundo semestre deste ano, o projeto segue sendo debatido com a população do DF.
O trabalho é conduzido por uma equipe de técnicos da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) e do Labtrans da Universidade Federal de Santa Catarina. O relatório das obras e a minuta do projeto de lei que cria o novo plano foram apresentados na 4ª Audiência Pública, realizada neste sábado (28), no auditório do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, o projeto está sendo debatido com a população em todas as fases do trabalho, e passará por mais uma audiência pública no mês de abril.
“Teremos a 5ª Audiência Pública, atendendo à solicitação do Ministério Público, para que a população tenha mais tempo de analisar e opinar sobre o projeto. Até o momento, já foram consolidadas cerca de 6,2 mil propostas populares que recebemos nas quatro audiências realizadas, nas 70 oficinas regionais, reuniões virtuais e consulta pública online, além das reuniões com representantes de órgãos e entidades do DF”, destacou o secretário.
A engenheira do Labtrans, Fernanda Malon, explicou que todas as manifestações apresentadas são consideradas na elaboração do projeto. Com as propostas populares, os técnicos tiveram que aumentar de cinco para sete cenários de obras, após a realização da audiência pública anterior.
“São dois novos cenários. O cenário 6 aponta para a implantação de mais faixas exclusivas para ônibus, mantendo os principais eixos e aproveitando as vias já existentes, e o cenário 7 inclui novas obras metroviárias e BRTs, além das previstas nos outros cenários”, explicou a engenheira. Segundo ela, o cenário 7 exige muito investimento. “São trechos de BRT de Planaltina para o Plano Piloto e também no Eixo Leste, chegando até São Sebastião, com uma faixa exclusiva desde o Tororó, e, para o Eixo Oeste, mantém um trem regional que vem de Águas Lindas de Goiás até a rodoferroviária. A implantação de BRT na EPTG e a implantação do Metrô linha 2, que começaria no Eixo Monumental indo até a rodoferroviária, desce até a EPNB até o Recanto das Emas, depois até o Gama e Santa Maria, fazendo a integração com o BRT já existente”.