No décimo quarto dia de manifestação em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, o comércio ambulante fez a festa com camisetas falsificadas da Seleção Brasileira, comidas variadas e até Mickey e Minnie patriotas.
As camisetas do Brasil são as campeãs de venda. O valor varia de R$ 40 a R$ 120. O preço fica mais alto onde há mais concentração de pessoas, especialmente nas proximidades dos monumentos da Praça dos Cristais. A Minnie e o Mickey patriotas saem por R$ 20 cada um.
Poucos itens fazem referência à Bolsonaro. Um imã com o rosto do presidente custa R$ 15. Mas não há muitos exemplares à venda.
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A reportagem do Metrópoles passou uma tarde de domingo na manifestação em frente ao QG do Exército no SMU
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Normalmente aos domingos, manifestantes “turistas” passam pela manifestação a fim de darem apoio ao protesto, são pessoas que não ficam no acampamento todos os dias
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Novamente ambulantes retornaram ao local e realizaram vendas, mesmo que no dia anterior o DF Legal tenha retirado os vendedores
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Inconformados com o resultado das Eleições 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) perdeu para Lula (PT), os protestantes estão em frente ao QG do Exército há 2 semanas, desde o dia 1º de novembro
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Eles usam roupas relacionadas às cores da bandeira do Brasil, normalmente usada por apoiadores de Jair Bolsonaro
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O acampamento segue no local e sem interferência do Exército
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A rua principal, que passa em frente ao QG, está interditada
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Até Mickey e Minnie patriotas estavam à venda
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Houve também um aumento na estrutura, com mais banheiros químicos
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Em uma parte de uma das tendas do local, há ainda doações que os manifestantes vem recebendo
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A organização também colocou uma caixinha de doação caso as pessoas queiram ajudá-los com o pagamentos dos banheiros químicos e outros bens necessários para a continuação do acampamento
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Suco de laranja foi distribuído de graça nesta tarde
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Ao final da tarde, pastel também foi servido
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Mais sobre o assunto
Cidadãos que não concordam com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criaram um verdadeiro acampamento no Setor Militar Urbano, sem qualquer sinal de que irão sair em breve.
Eles pedem intervenção federal e seguram cartazes em que clamam “socorro” às Forças Armadas para impedir que Lula suba à rampa e tome posse como presidente sucessor de Jair Bolsonaro (PL).
Os comerciantes voltaram ao local, neste domingo (12/11), um dia após a Secretaria de Segurança Pública realizar operação no local para reiterada das vendas ilegais na região.
A Praça dos Cristais, que fica do outro lado da rua do QG, abriga diversas barracas e banheiros químicos que são esvaziados diariamente com ajuda de caminhão limpa fossa. No meio da tarde, o cheiro próximo dos sanitários é forte.
Além das moradias improvisadas, a região tem tendas com cozinha, que distribui alimentação gratuita, com refeição no almoço e janta, além de fruta ao longo da tarde. Água também é liberada durante todo o dia.
Na frente de uma das tendas da organização do ato que distribui os alimentos, um pedaço de papelão pequeno pede doação e um galão que antes tinha água agora virou depósito de moedas doadas para ajudar a bancar o movimento.
Daniel Silveira
Em meio ao comércio que segue perseverante, uma barraca com telão grande transmitia um podcast ao vivo, na tarde deste domingo (13/11). O convidado especial era o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ).
Na participação do podcast, Daniel Silveira — que já foi preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda cumpre medidas alternativas — encorajou os manifestantes a continuarem na luta pela “liberdade” ao citar que até os judeus ficaram dias no deserto após sair do Egito em direção à Terra Prometida.
Veja vídeo em que Daniel fala aos manifestantes:
Silveira deixou um mistério no ar após dizer que teve encontro com pessoas “importantes da República”, dando a entender que a manifestação contra a vitória de Lula tem apoio de figuras relevantes. Por fim, o parlamentar disse que Bolsonaro está satisfeito com o movimento.
O que diz o GDF
O DF Legal informou que a área é militar e as autorizações devem partir do Exército. Os ambulantes retirados no sábado (11/11) não tinham licença e, se forem flagrados novamente, poderão ser multados e os itens apreendidos, de acordo com o órgão.
Já a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) disse que “as operações no local serão constantes”. “Antes mesmo de sábado já houve, e elas continuarão”, afirmou.
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