
DF ainda não tem casos confirmados da doença, apenas um suspeito, que segue em investigação por laboratórios de referência

A nota técnica dispõe de diretrizes, principalmente para servidores da Saúde, de como agir em casos suspeitos da doença. Documento foi publicado na terça-feira (28/6).
Segundo a Nota Técnica Conjunta nº 3/2022, todos os profissionais e serviços de saúde, públicos ou privados, civis ou militares, em todos os níveis de atenção — primária, ambulatórios, consultórios, clínicas, hospitais, laboratórios, entre outros — “devem estar atentos para detectar e notificar, em até 24 horas, os pacientes que se enquadram nas definições de caso”.
Casos suspeitos
A pasta define como caso suspeito um indivíduo que, a partir de 15 de março de 2022, apresente início súbito de erupção cutânea aguda, única ou múltipla, sugestiva de Monkeypox, em qualquer parte do corpo associada ou não ao relato de febre.
Na Europa, os casos já ultrapassam 50. Os países com maior número de diagnósticos são Portugal (20), Espanha (23) e Reino Unido (7), de acordo com a agência de notícias AFP. Os EUA também confirmaram um paciente com a doençammpile/ Getty Images
Recentemente, diversos países têm registrado casos de pacientes diagnosticados com varíola de macaco, doença rara causada pelo vírus da varíola símia. Segundo a OMS, a condição não é considerada grave: a taxa de mortalidade é de 1 caso a cada 100. Porém, é a primeira vez que se tornou identificada em grande escala fora do continente africanoGetty Images

A doença foi diagnosticada pela primeira vez nos seres humanos em 1970. De acordo com o perfil dos pacientes infectados atualmente, maioria homossexual ou homens que fazem sexo com homens (HSH), especialistas desconfiam de uma possível contaminação por via sexual, além de pelo contato com lesões em pessoas doentes ou gotículas liberadas durante a respiração
Segundo o Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), “qualquer pessoa, independentemente da orientação sexual, pode espalhar a varíola de macacos por contato com fluidos corporais ou itens compartilhados (como roupas e roupas de cama) contaminados”
Inicialmente, a varíola de macacos é transmitida por contato com macacos infectados ou roedores, e é mais comum em países africanos. Antes do surto atual, somente quatro países fora do continente tinham identificado casos na história
Entre os sintomas da condição estão: febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas costas, inchaço nos linfonodos, exaustão e calafrios. Também há bolinhas que aparecem no corpo inteiro (principalmente rosto, mãos e pés) e evoluem, formando crostas, que mais tarde caem
O período de incubação do vírus varia de sete a 21 dias, mas os sintomas, que podem ser muito pruriginosos ou dolorosos, geralmente aparecem após 10 dias
Por ser uma doença muito parecida com a varíola, a vacina contra a condição também serve para evitar a contaminação. Em casos severos, o tratamento inclui antivirais e o uso de plasma sanguíneo de indivíduos imunizados
Apesar de relativamente rara e transmissível, os especialistas europeus afirmam que o risco de um grande surto é baixo
Na Europa, os casos já ultrapassam 50. Os países com maior número de diagnósticos são Portugal (20), Espanha (23) e Reino Unido (7), de acordo com a agência de notícias AFP. Os EUA também confirmaram um paciente com a doençammpile
Recentemente, diversos países têm registrado casos de pacientes diagnosticados com varíola de macaco, doença rara causada pelo vírus da varíola símia. Segundo a OMS, a condição não é considerada grave: a taxa de mortalidade é de 1 caso a cada 100. Porém, é a primeira vez que se tornou identificada em grande escala fora do continente africano
Também são sinais de alerta para casos suspeitos pessoas com histórico de viagem a país que tenha notificações de infecções da doença, vínculo com pessoas com histórico de viagem para os mesmos locais, ou contato com pessoas que estão com suspeita ou confirmação da infecção por varíola dos macacos.
A partir destes sinais e com a realização de testes para descartar a infecção por outras doenças, o caso passa a ser tratado com suspeito. A secretaria passa, então, a rastrear e monitorar os contatos do paciente, além de colher amostras e encaminhá-las para exames a fim de confirmar ou não a infecção por Monkeypox.
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