Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal embarcaram, na manhã da quarta-feira (10), para uma experiência de intercâmbio cultural em Campina Grande, na Paraíba. Os 35 alunos integram o projeto Xodó do Cerrado, que reúne oito escolas públicas de Planaltina, e representarão o DF no III Festival de Quadrilhas Juninas Escolares, além de participarem de atividades da programação da festa Maior São João do Mundo. A participação dos discentes foi viabilizada pela Secretaria de Educação (SEEDF), que custeou as passagens e a hospedagem do grupo. Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal embarcaram, na manhã da quarta-feira (10), para uma experiência de intercâmbio cultural em Campina Grande, na Paraíba. Os 35 alunos integram o projeto Xodó do Cerrado, que reúne oito escolas públicas de Planaltina, e representarão o DF no III Festival de Quadrilhas Juninas Escolares, além de participarem de atividades da programação da festa Maior São João do Mundo. A participação dos discentes foi viabilizada pela Secretaria de Educação (SEEDF), que custeou as passagens e a hospedagem do grupo.
Cultura, educação e troca de experiências
Em Campina Grande, os estudantes se apresentarão, nesta quinta-feira (11), em uma competição com outros grupos tradicionais escolares de todo o país que mantêm vivas as tradições juninas brasileiras. A aluna do 2º ano do ensino médio Maria Luíza Fonseca explicou que o tema escolhido pela equipe para a apresentação deste ano, “Como Girassol”, foi inspirado na simbologia da flor, com valores como união, esperança e fortalecimento coletivo.
“A gente se inspirou bastante em como o girassol cresce, floresce e busca sempre a luz. Ele está sempre virado para o Sol e, quando os dias estão nublados, os girassóis se voltam uns para os outros”, explica Maria Luíza. “Pensamos muito nessa ideia, porque queremos viver sempre voltados para a luz, cultivando energias boas e nos apoiando mutuamente para sermos mais fortes juntos.”
Para a discente, a oportunidade de representar o Distrito Federal em Campina Grande é a realização de um sonho compartilhado por todo o grupo. “A emoção é enorme. Acho que todo quadrilheiro tem esse sonho, porque estamos falando do Maior São João do Mundo”, empolga-se. “É uma experiência que a gente ainda nem consegue imaginar como será. Estamos muito animados para conhecer tudo e viver cada momento. Tenho certeza de que será uma lembrança que vamos guardar para sempre”.
Além das apresentações artísticas, o intercâmbio permitirá a troca de conhecimentos sobre a importância das festas populares como instrumento de valorização da identidade cultural e fortalecimento dos laços comunitários.
Reconhecimento
Para a professora Lucineide Amorim, que participa do projeto e acompanha a comitiva, a participação no festival representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de mais de uma década. “São 13 anos de trabalho, e poder estar em Campina Grande, encerrando um festival tão importante como a única quadrilha escolar do Distrito Federal e um dos poucos projetos pedagógicos desse formato no Brasil, é motivo de muito orgulho”, ressalta.
Segundo a educadora, a preparação para a apresentação começou ainda no início do ano e envolve uma série de atividades formativas que vão além dos ensaios. “Estamos nos preparando desde janeiro, com ensaios e oficinas de teatro, dança, expressão corporal e cultura brasileira. Toda a escolha das músicas, da coreografia e dos figurinos é feita com muito cuidado para transmitir uma mensagem positiva”, explica Lucineide. Promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Campina Grande, o III Festival de Quadrilhas Juninas Escolares integra a programação do são-joão de 2026 e reúne cerca de mil estudantes de escolas municipais de todo o Brasil em uma grande celebração da cultura popular nordestina.
O coordenador da Regional de Ensino de Planaltina, Flávio Dias Amaral, contou que a comitiva do DF reúne 50 participantes, representando um projeto que mobiliza as unidades escolares da região. “Ao todo, oito escolas de Planaltina participam do projeto, levando 35 estudantes e mais 15 integrantes da equipe de apoio. É a realização de um sonho, porque esse trabalho vai muito além da dança da quadrilha. Trata-se de um projeto que transforma vidas e promove o pertencimento”, diz.
Segundo Flávio, o Xodó do Cerrado consolidou-se ao longo de 13 anos como uma referência de integração entre cultura e educação. “Primeiro eles encantaram Planaltina, depois conquistaram Brasília e agora terão a oportunidade de mostrar esse trabalho para o Brasil”, destaca. “Neste ano, o Xodó do Cerrado será o único representante do Distrito Federal no festival, levando uma experiência pedagógica construída dentro da escola pública e reconhecida pela sua relevância cultural e social”.
As apresentações no III Festival de Quadrilhas Juninas Escolares são realizadas por turmas do ensino fundamental e médio, que levam ao público espetáculos construídos ao longo do ano letivo, com temas originais, figurinos elaborados, coreografias e elementos que destacam a riqueza cultural das quadrilhas juninas.
O encerramento do festival, nesta quinta, contará com a premiação das escolas mais bem-avaliadas em diferentes categorias, além do reconhecimento individual de integrantes das cortes juninas.